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domingo, 20 de setembro de 2009

Lombra (poema feito sob a influência de entorpecentes)

Ascendendo os degraus do caos horrendo,
sob a sombra da lombra eu sigo só.
Entre surdas reminiscências minhas,
por entre agruras de cinzas e pó...

Oh! vede os corpos dos porcos mortos,
dos porcos mortos os corpos,
dilacerados no chão.

Irradiações de matéria escura
através do universo que se expande...
cuspo viscoso sobre minha glande,
no cláustrico torpor da sepultura.

Oh! vede os corpos dos porcos mortos,
dos porcos mortos os corpos,
dilacerados no chão.

Minhas senhoras, peço-vos desculpas,
se com meu acre hálito ofendi-vos.
o verbo perdoai das torpes culpas,
o verbo dos meus ímpetos lascivos.

Oh! vede os corpos dos porcos mortos,
dos porcos mortos os corpos,
dilacerados no chão.

Inerte - o corpo exangue - verto o sangue
torpe da estirpe de todos os doudos.
O corvo curvo e pétreo de mim mesmo,
Sorve do sangue acervo o turvo anátema.

Oh! vede os corpos dos porcos mortos,
dos porcos mortos os corpos,
dilacerados no chão.

Torva caterva de nefandos vermes!
Pego-os aos montes, os seres inermes,
sobre qualquer cadáver putrefeito.
Com sede de vingança eu me deleito!

Oh! vede os corpos dos porcos mortos,
dos porcos mortos os corpos,
dilacerados no chão.

Meus versos eu arrasto tal qual lesma,
deixarei gosma só por onde eu for,
e a gosma há-de cobrir aquela mesma
súcia que escarneceu da minha dor.

Oh! vede os corpos dos porcos mortos,
dos porcos mortos os corpos,
dilacerados no chão.

Ante o festim decrépito da vida
liberto minha ira fratricida.
Enlevo-me em catarse delirante -
foda-se a multidão agonizante!

By: David Aragon do CHINFRAS
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Lendo esse poema, confirmo minhas suspeitas de que vários poetas realmente estavam chapados ao escreverem ;